sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Entrevista: Portal Universo Postalis - Entenda como as altas nos juros afetam os fundos de pensão

Olha que legal, mais uma contribuição como Educadora Financeira, dessa vez para o portal Universo Postalis, um programa de educação financeira e previdenciária do Postalis (Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telegráfos).

Uma jornalista indicada por um educador amigo meu, me ligou questionando até onde a alta da Selic (taxa de juros - veja artigo que eu já comentei sobre ela aqui) poderia afetar os investimentos de quem tem valores em fundos de pensão (a previdência complementar ao INSS).

Respondi suas perguntas, e o resultado de nossa conversa foi objeto de publicação, veja a minha participação logo abaixo. 

Aqui, aproveito e lhe faço uma pergunta. Você tem previdência complementar? Sabe o que é e sua importância? Pense e se quiser, fique a vontade para responder.

Entenda como as altas nos juros afetam os fundos de pensão


Oscilações nas taxas de juros sempre afetam de alguma forma a rentabilidade dos investimentos que estão em curso e, no caso das aplicações geridas pelos Fundos de Pensão, isso não é diferente. Em geral, a elevação nas taxas de juros – situação vivida no mercado brasileiro atualmente - prejudica o retorno das empresas e isso acaba comprometendo a performance das carteiras, especialmente as que têm perfil mais agressivo, de maior rentabilidade e maior risco. “Até os fundos com perfil conservador tendem a registrar perda de performance, em função de posições em títulos prefixados e também de títulos atrelados a índices de preços. Isso ocorre em função da exigência de que os títulos sejam contabilizados a valor de mercado. Apenas os títulos indexados à SELIC não sofrem impactos com as altas dos juros”, explica Flávio Correia, professor de Economia da Faculdade IBS/Fundação Getúlio Vargas.

Por conta desse cenário, os Fundos de Pensão estão aumentando seus investimentos em títulos públicos e de renda fixa, como é o caso do Tesouro Nacional. No primeiro semestre de 2014, as aplicações dos fundos em renda fixa cresceram de 62,5% para 65,9% do total de ativos, em comparação com o mesmo período deste ano. Já na renda variável, houve decréscimo de 26,9% para 23,4%, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).

As decisões sobre qual será a natureza dos investimentos de um fundo de pensão competem a seus gestores. “As ações de quem administra os fundos devem ser acompanhadas por um excelente Conselho fiscal, composto por representantes de todas as partes interessadas. Isso minimiza os riscos de redução de rentabilidade dos fundos, trazendo tranquilidade para quem está em busca de um futuro melhor”, afirma José Eustáquio Simões, professor de economia e economia internacional na Faculdade Promove de Minas Gerais.

O participante de um Fundo de Pensão deve lembrar que está constituindo uma reserva de longo prazo e, nesse período, certamente irá testemunhar momentos em que os fundos registrarão excelentes performances e outros em que os rendimentos serão negativos. Para Simões, o principal a ser considerado é que estas mudanças do mercado impactam apenas momentaneamente os ganhos mas, no longo prazo, que é o que interessa aos Fundos, estes fatores não interferem significativamente nos resultados.

Nos casos em que a empresa, chamada de patrocinadora do Fundo de Pensão, faz uma contribuição adicional à reserva do participante, no mesmo valor depositado por ele, o impacto das oscilações de mercado torna-se ainda mais reduzido, pois a capacidade de poupança automaticamente dobra, a partir do primeiro aporte feito pelo funcionário. “Trabalhadores que têm essa oportunidade estão fazendo o melhor investimento do mercado”, afirma Correia.

Segurança extra


Vale ressaltar, ainda, que os fundos de pensão são regulamentados e auditados, passam por uma fiscalização da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC). “Eles são obrigados a prestar contas anualmente sobre a sua gestão administrativa e apresentar para os associados os resultados. Também precisam fazer atualização de todos os cálculos atuariais, para garantir a segurança dos participantes”, explica Cintia Senna, contadora e educadora financeira, com pós-graduação pela DSOP/Unis.

Fonte: http://www.universopostalis.com.br/noticia/entenda-como-as-altas-nos-juros-afetam-os-fundos-de-pensao

Imagens: Pixabay

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