No dia 24 de dezembro de 2015 foi para as bancas de jornais uma participação minha com o tema poupar moedas e realizar sonhos, na Revista Sou Mais Eu. Esta semana eles publicaram no site a íntegra do conteúdo da revista.
Esta entrevista aconteceu por telefone, com indicação da Assessoria de Imprensa da DSOP. Foi uma conversa diria, super tranquila e agradável. E o resultado dela, se encontra nesta edição.
Para quem não viu, veja o trecho que participei como Educadora Financeira. Fiquei super feliz em poder compartilhar mais uma vez.
E você tem sonho? Como faz para colocar ele para acontecer? As vezes dar o primeiro passo com as moedas pode ser a saída.
Economia inteligente: "Viajamos todo ano com as moedas do cofrinho!"
Estava dentro do carro, parado no trânsito debaixo de um sol de quase 40ºC. Era janeiro de 2005 e fiquei preso num engarrafamento na Marginal Tietê, em São Paulo, depois de mais um dia de trabalho. Pisava na embreagem, engatava a primeira e andava só uns 5 metros. Parecia que não saía do lugar. Toda vez que o carro andava, as moedas acumuladas no console faziam um barulho. Aquilo me deixou incomodado. Foi quando tive a ideia de tirá-las do carro e deixá-las em casa. Mais tarde, coloquei tudo dentro de um pote vazio. Passei a repetir isso sempre. Quem diria... Quando chegou dezembro, tinha dinheiro suficiente para bancar uma viagem com a família!
Somos em cinco lá em casa: eu, minha esposa Marlene e minhas três filhas. A gente sempre gostou de ir para a praia em janeiro. Minha prima tinha uma casa em Itanhaém, litoral sul de São Paulo, e a gente ficava lá pra economizar a estadia. Só assim sobrava dinheiro pra lazer e comida... Mas, em 2000, minha prima vendeu a casa e a grana não deu mais. Eu ficava triste, pois queria que minhas filhas e esposa curtissem as férias, mas as economias não davam para alugar um lugar e arcar com as despesas. Eu juntava dinheiro, mas nunca era suficiente. O “passaporte” para a praia estava bem embaixo do meu nariz e eu não enxergava...
Sempre tenho trocados no bolso porque trabalho na rua como representante de autopeças e os clientes me pagam em dinheiro. Antes de economizar, pegava todas essas moedas e jogava no console do carro. Às vezes dava algumas para os meninos do farol, outras usava para comprar pão. Até que, no começo de 2005, comecei a guardá-las num pote de vidro. Todos os dias, colocava cerca de R$ 2 em moedas lá dentro. Era uma economia tão boba que eu nem sentia. O pote foi enchendo, enchendo, enchendo... Quando sentei para contar, tinha R$ 800! Chamei minhas filhas e a Marlene para me ajudarem a contar de novo e foi só alegria. Os olhos das meninas até brilharam! Elas fizeram a maior festa quando disse que a gente conseguiria ir para a praia de novo aquele verão.
Levei minha família pra viajar com o dinheiro do cofrinho em janeiro de 2006. Ficamos sete dias em Ubatuba, litoral norte do estado, e alugamos uma baita casa com um amigo e a esposa dele. Foi incrível ver minhas filhas se divertindo de novo com as amigas. Aquilo sim eram férias! A sensação foi tão boa que, desde então, o pote das moedas passou a ser parte do meu dia a dia. Depois de algum tempo, adquiri experiência e vi que não adiantava colocar qualquer valor lá dentro. É mais vantajoso guardar moedas de R$ 0,25, R$ 0,50 e R$ 1: as de menor valor enchem o cofre rapidinho e rendem pouco no final. Também é legal procurar comércios que precisem de moedas para trocar a grana. Assim cabe mais e você fica estimulado a encher o cofre.
Junto milão e garanto as férias da família sempre!
Algumas pessoas já perguntaram por que não guardo esse dinheiro no banco, numa poupança. Como o valor não é grande, os juros não renderiam tanto. Além disso, gosto de ver o pote enchendo. Confesso que preciso me manter focado no objetivo final para não gastar o dinheiro com outra coisa. Sempre expliquei para as meninas, quando pequenas, que aquele dinheiro era para a praia. Com essa consciência, nunca tive problemas. Geralmente, consigo uma quantia de R$ 900, mas já cheguei a juntar R$ 1 mil! Este ano, com a crise, a soma caiu para R$ 700. Mas nada que vá atrapalhar nosso passeio tradicional.
O verão de 2016 será o décimo ano em que eu e minha família viajamos graças ao cofrinho. No total, já juntei mais de R$ 8 mil de lá pra cá! O destino é sempre Ubatuba. Somos apaixonados pelas praias de lá. Dependendo do ano, uso a quantia para pagar as diárias ou para outras despesas, como alimentação. A gente curte muita areia e água do mar. Passeamos no barco de um amigo, comemos milho e sorvete nas barraquinhas e ainda passeamos pelo centro da cidade à noite. Que beleza! Isso me mostrou o valor que as moedas têm e como é importante guardá- -las. Qualquer economia diária, ainda que pareça pouca, pode fazer uma baita diferença. - WAGNER SILVIO GUASCO, 53 anos, representante comercial, São Paulo, SP
Ter um sonho definido é o segredo da economia!
Antes de poupar, é importante ter uma meta. Segundo a educadora financeira da DSOP, Cintia Senna, “quando você não dá um destino final à economia, como uma viagem, um carro ou uma casa, acaba usando-a num primeiro aperto”. Para Cintia, “valores pequenos como as moedas não têm valor para muitos, mas quando juntamos aquilo que passa despercebido e enxergamos um montante, mudamos nossos hábitos e pensamentos”. Veja as dicas da educadora para economizar e realizar um sonho:
1. GUARDE 10% DE CADA COMPRA: Se você adquirir uma blusa de R$ 30, coloque R$ 3 num cofrinho. Ou seja, toda vez que fizer uma compra, economize 10% do que gastou.
2. VALOR TOTAL X MENSAL: Calcule o valor e o tempo necessários para atingir uma meta. Se você pretende guardar R$ 1.200 num ano, deve guardar ao menos R$ 120 por mês.
3. ECONOMIA PRIMEIRO: Depois que tiver calculado o valor a economizar por mês, guarde a quantia logo que receber o salário para não gastá-la com supérfluos.
4. VISUALIZE SEU OBJETIVO: Coloque uma foto do que você quer atingir ao lado do cofrinho ou mesmo colada nele. Sempre que você pensar em mexer na economia vai se deparar com o seu sonho e acabará desistindo.
5. FAÇA O DINHEIRO RENDER: Quando o cofrinho se tornar um hábito, é interessante abrir uma poupança. Com os juros que ela rende, você consegue atingir o seu objetivo em menos tempo. Evite mexer nessa conta!




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